terça-feira, 28 de julho de 2026

Assembleia dos Sócios e Sócias - 2026

No início do mês, 4 de julho de 2026, aconteceu a nossa assembleia anual de sócios e sócias.

Momento importante na caminhada das Comunidades e do nosso espaço comum, o Santuário das Comunidades. Celebramos a vida, em especial a vida de Pe. Reginaldo, que em junho completou 90 anos!

Houve eleição da Diretoria; discutimos sobre o tema do 45º Natal das Comunidades; houve prestação de contas. Ainda em clima das festas juninas, nós nos confraternizamos à noite ao redor da fogueira. Muitos desafios pela frente, e muita gratidão pelas estradas percorridas juntos e juntas, pelas vidas doadas em comunidade, pelos compromissos com o bem viver.

Veja algumas fotos:
































segunda-feira, 13 de julho de 2026

02 - Memória das Sócias Fundadoras - Maria José Noronha

 Maria José de Noronha, carinhosamente conhecida como Maria Tato, nasceu em 3 de março de 1935, no Sítio Olho D'Águinha, município de Paranatama (PE). Era filha de Lourenço Nunes Bezerra e Antônia Maria da Conceição. Teve como irmãos José, Antônio,Venceslau, Adalberto, Luiz, Francisco, Agripina, Quitéria, Isabel, Josefa e Maria (Til).

Casou-se com Manoel Lourenço de Noronha, com quem constituiu uma numerosa família. O casal teve os filhos Lourdes, Socorro, Cida, Têca, Zefinha, Tânia e Francisco.

Maria Tato viveu no Sítio Olho D'Águinha até 1963, quando se mudou para a cidade de Paranatama, dando continuidade à sua caminhada comunitária e ao compromisso com as causas sociais.

Ao longo de sua trajetória, destacou-se como uma das principais lideranças comunitárias do município. Participou da criação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em Paranatama e da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Também esteve envolvida em diversos projetos e programas comunitários, contribuindo para o desenvolvimento social do município.

Foi uma das criadoras do Movimento de Combate à Violência contra a Mulher em Paranatama, atuando em defesa dos direitos das mulheres e da justiça social. Coordenou a evangelização católica por toda a vida, viveu sua fé de forma comprometida com as lutas populares e com a organização das comunidades.

Enfrentou o coronelismo da época ao lado de Frei Juvenal, lutando pela superação do autoritarismo e do patriarcado. Em razão de seu posicionamento político e de sua atuação como mulher em espaços públicos, também sofreu perseguições políticas. Foi candidata ao cargo de vereadora, ocasião em que enfrentou ataques pessoais que influenciaram sua decisão de não assumir o mandato.

Sua atuação extrapolou os limites do município. Participou de mobilizações em Brasília e no Rio Grande do Sul representando sua comunidade, e trazendo projetos voltados ao fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base.

Na área da saúde pública, participou dos Conselhos de Saúde, das Conferências de Saúde e atuou na Secretaria da Mulher. 

Maria Tato enfrentou coronéis, desafiou estruturas e, movida pela fé, ajudou a pacificar a história de Paranatama. Foi e continua sendo referência de coragem, solidariedade e compromisso com sua comunidade.



















sábado, 4 de julho de 2026

01 - Memória das Sócias Fundadoras: Tercina Gomes

A história da Fundação Santuário das Comunidades é construída a muitas mãos. Mulheres e homens de fé, que dedicaram sua vida ao Reino de Deus e as Comunidades Eclesiais de Base do Agreste. Manter viva a história dessas pessoas é uma forma de agradecer a vida doada e inspirar a todos nós a continuar na missão. 

Damos início a uma série de homenagens aos sócios fundadores, e a primeira pessoa vem lá da diocese de Garanhuns. 

Tercina Gomes dos Santos, nascida em 7 de julho, foi mãe de 10 filhos e uma mulher que deixou marcas profundas por onde passou. Dedicou sua vida à família, sendo não apenas mãe, mas também a querida "tia Teta", a Dona Tercina de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

Mulher de fé inabalável, serviu à Igreja como Ministra da Eucaristia e encontrou em Deus a força necessária para atravessar os desertos e desafios da vida. Sua confiança no Senhor era seu combustível diário, inspirando todos ao seu redor.

Mas Tercina não vivia apenas a fé dentro da igreja. Ela também fazia da comunidade a sua missão e sua essência. Presente nas reuniões, encontros e celebrações das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), acreditava na força da união, da partilha e do cuidado com o próximo. Onde havia uma necessidade, uma palavra de conforto ou uma causa a defender, lá estava ela, com sua presença firme, generosa e acolhedora.

Seu legado permanece vivo na fé que testemunhou, no amor que distribuiu e na comunidade que ajudou a construir. Sua história é um exemplo de dedicação, serviço e amor ao próximo.