quinta-feira, 26 de março de 2026

Ampliada das CEBs: refletindo a Campanha da Fraternidade 2026

No último sábado, 21 de março, o Sítio Cruz foi espaço de encontro, partilha e fortalecimento da caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Reunindo irmãos e irmãs das comunidades do Sítio Cruz, Paranatama e Lajedo, a Ampliada aconteceu em clima fraterno, iniciando com o café e se estendendo ao longo da manhã, até o almoço.

Iniciamos nosso encontro com um momento de apresentação e boas-vindas, seguido da oração que nos colocou em sintonia com Deus e com a caminhada do povo. Em seguida, mergulhamos na reflexão da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós”.

Fomos apresentados ao método que orienta a campanha, ver, iluminar, agir e celebrar, um caminho que nos convida a olhar a realidade com os olhos de Deus, deixar a Palavra nos guiar, transformar intenções em ações concretas e celebrar a vida em comunidade. Através de vídeos e partilhas, refletimos sobre a dura realidade das pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social, reconhecendo que esse cenário não está distante, mas muito próximo de nós. Também foi destacada a questão do racismo, que agrava ainda mais a exclusão dessas pessoas, em sua maioria negras, invisibilizadas pela sociedade.

A partir das falas e da escuta atenta, fomos provocados a reconhecer nosso papel enquanto cristãos e cristãs comprometidos com o Reino: não podemos nos calar diante das injustiças. Somos chamados a lutar pela dignidade e pelos direitos daqueles e daquelas que muitas vezes não têm voz.

Em seguida, iluminando essa realidade com a Palavra de Deus, refletimos sobre a parábola do bom samaritano e sobre a própria vida de Jesus, que se fez próximo dos pobres e marginalizados. O lema da campanha ganhou ainda mais força ao recordarmos que o próprio Cristo não teve onde nascer, sendo acolhido em uma manjedoura. Hoje, Ele continua presente em cada pessoa que sofre, que não tem onde morar, que vive à margem da sociedade. Somos, portanto, convidados a ir ao encontro desses irmãos e irmãs, assumindo o compromisso de lutar por terra, teto e trabalho para todos.

Nossa fé, enraizada na memória, também nos levou a recordar testemunhas que dedicaram suas vidas à construção do Reino, como Dom Hélder Câmara, Dom Thiago e Frei Juvenal, este último lembrado com carinho por sua sensibilidade e compromisso com os mais pobres, especialmente nas ações concretas como os mutirões para construção de casas.

Após esse rico momento de reflexão, nos organizamos em grupos para pensar os próximos encontros. A juventude definiu como tema do seu primeiro encontro: “Juventudes, músicas e fé: como a arte musical pode alimentar a nossa caminhada de CEBs?”. Já o grupo de mulheres iniciou a construção de sua temática, destacando a importância de abordar o cuidado com a saúde mental da mulher, bem como o enfrentamento ao machismo e ao feminicídio. Surgiu também a proposta de incluir os homens nesse diálogo, para que sejam parceiros na luta contra toda forma de violência.

Por fim, na avaliação, o encontro foi marcado como um espaço profundamente significativo. Sendo ressaltada a riqueza das partilhas, a escuta atenta e respeitosa, a participação ativa de todos e todas, e a oportunidade de aprender e refletir coletivamente. Foi um momento de fortalecer a caminhada, renovar esperanças e assumir compromissos concretos. Também foi destacado o processo de construção coletiva dos temas, reforçando a importância de caminhar juntos, em comunhão.

Encerramos nosso encontro com a oração final, agradecendo a Deus pela manhã vivida, e seguimos para o almoço, partilhando não só o alimento, mas também a alegria de sermos uma comunidade viva, comprometida com a vida, com os pobres e com o  Reino.







domingo, 8 de fevereiro de 2026

Mutirão - Fé vivida no cuidado e na partilha

      Na última sexta-feira, dia 06/02, aconteceu mais um mutirão de limpeza do nosso espaço comunitário. Um grupo de mulheres e jovens acordou cedo e colocou a mão na massa para cuidar daquilo que é de todos nós, deixando tudo ainda mais bonito e acolhedor.

       O mutirão é um gesto concreto de cuidado com aquilo que é comum, mas também é um tempo de encontro e convivência. Enquanto o trabalho acontece, surgem as conversas, as risadas, a partilha da vida e o fortalecimento dos laços que nos unem como comunidade.

      Depois de tudo limpinho, nos reunimos ao redor da mesa para rezar, agradecendo a Deus pela vida, e partilhamos o café da manhã, sinal de comunhão e fraternidade.

      São momentos como esse que alimentam e fortalecem a nossa vida em comunidade. O cuidado com o espaço nasce do sentimento de pertença, de saber que este lugar é nosso, é sinal da nossa caminhada e da nossa fé vivida no dia a dia.

      Assim, seguimos firmes, cuidando da casa comum e caminhando juntos, como uma comunidade viva e comprometida com o Reino de Deus, que começa a acontecer em nosso meio. 









domingo, 18 de janeiro de 2026

“Um povo unido é Deus salvando, um povo unido é Deus agindo, um povo unido é Deus libertando.”

          Essa frase ecoou forte na celebração de hoje, presidida por Padre Adriano, amigo e companheiro de caminhada. Um canto que traz na memória a voz, a profecia e o testemunho de Frei Juvenal, que tantas vezes o entoou em meio ao povo simples, nas lutas e esperanças do nosso chão.

         Padre Adriano recordou a Missa das Águas, celebrada na baixinha, em Paranatama, e como esse momento o fez lembrar da caminhada de Frei Juvenal e de sua luta incansável pelo direito à água. Água que é dom de Deus, mas também direito do povo, sinal de vida digna, justiça e cuidado com a criação.

          A reflexão ainda nos provocou a olhar para nossa própria vida, reconhecendo que fé que não se encarna no cotidiano não transforma. Nossa fé precisa estar entrelaçada com a vida, com as lutas do povo, com as causas que defendem a dignidade humana, pois somos chamados a fazer das nossas ações uma seta apontada para Jesus, como fez São João Batista, não para nós mesmos, mas para o Reino que liberta, cura e faz viver.

         É assim que nas CEBs, aprendemos que quando o povo se une, Deus age, que a unidade fortalece, a caminhada coletiva sustenta, e a fé vivida em comunidade se torna força de libertação. Um povo unido não apenas canta, um povo unido faz história, constrói justiça e anuncia, com a própria vida, o Deus que caminha com os pobres.






sábado, 10 de janeiro de 2026

Celebrando a fé e a vida - Confraternização da Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe

     08/01/2026: Dia da confraternização das pessoas que realizam trabalhos na capela Nossa Senhora de Guadalupe.

    Mas essa não foi uma mera confraternização; foi um momento de oração, pois pudemos contemplar a presença de Deus em cada encontro e/ou reencontro, nos sorrisos, nos abraços, nas boas conversas, nos olhares trocados, na partilha...

   Entre mergulhos na piscina, brincadeiras e a deliciosa feijoada, conseguimos nos conectar mais com Deus e com nossos irmãos e irmãs. É gratificante dividir momentos bons como esse com pessoas que nos incentivam e nos inspiram a continuar firmes na caminhada.

    Agradecemos por tudo que realizamos no ano de 2025 e pedimos que Deus, nosso Pai Todo Amoroso, nos abençoe para que, em 2026, possamos continuar fazendo o que acreditamos: unir fé e vida e espelhar a Boa Nova ao mundo.












Avaliação da festa de Nossa Senhora de Guadalupe e planejamento de ano de 2026

    No dia 29 de dezembro, nossa comunidade se reuniu para um significativo momento de escuta e construção coletiva: a avaliação da Festa de Nossa Senhora de Guadalupe e o planejamento para o ano de 2026. O encontro foi marcado pela gratidão e pelo desejo de seguir fortalecendo nossa caminhada, reafirmando que a comunidade se constrói com a participação de todos e todas, onde cada voz é importante e cada serviço faz a diferença.

    Logo no início, foi decidido que, a cada reunião, uma pessoa ficará responsável por escrever um breve texto sobre o que foi vivido, para ser divulgado nas redes sociais. Essa iniciativa ajuda a fortalecer a comunicação, dar visibilidade ao que é construído em conjunto e manter viva a memória da nossa caminhada.

    Em seguida, na avaliação da festa, muitos pontos positivos foram lembrados. Destacou-se o bom funcionamento do som, com um agradecimento especial a Djair que, mesmo sendo um final de semana e já estando com todos os seus equipamentos alugados, deu um jeitinho e foi atrás de um som e também das cadeiras para que a festa acontecesse. Um gesto que revela o carinho, a disponibilidade e o compromisso dele com a nossa comunidade. A partilha dos alimentos foi um bonito sinal de comunhão, assim como a boa distribuição das atividades. A equipe responsável pelos alimentos foi bastante elogiada pela organização, deixando tudo separado, contado e preparado com cuidado. A limpeza da igreja também foi assumida com responsabilidade pelas equipes. A barraca vendeu bem, e a ideia da venda das coxinhas foi avaliada de forma muito positiva. Também foi destacada a atuação dos jovens no desmonte da festa. De modo geral, as equipes assumiram bem suas tarefas, garantindo maior organização e contribuindo para que a festa fosse leve, com um clima muito bom, acolhedor e fraterno.

    Também foram partilhadas sugestões para melhorar ainda mais nos próximos anos. Entre elas, a compra de sacos para melhor organização dos alimentos, organizar o altar antes do sorteio dos brindes, formar uma equipe para a preparação da liturgia das missas, e voltar o horário das celebrações para as 19h30, já que o horário das 19h não funcionou muito bem. Também foi sugerido ensaiar os cantos com o povo antes das celebrações, e ficou decidida a mudança da missa do domingo, que passará a ser celebrada à noite. Ficou definido ainda que os padrinhos da bandeira poderão colocar seus nomes, durante as noites da novena, em uma caixa que será disponibilizada para esse fim. Em relação ao salmo, foi sugerido alternar entre o salmo cantado e o salmo rezado.

    Por fim, fizemos juntos o planejamento para o ano de 2026, pensando os passos que queremos dar como comunidade e reconhecendo que planejar assim, em comunhão, é reafirmar nosso jeito de ser Igreja povo de Deus, onde todos e todas têm vez, voz e responsabilidade, colocando seus dons a serviço da vida comunitária. Seguimos em caminhada, agradecidos pelo caminho já percorrido e animados com o que ainda queremos construir, certos de que, quando caminhamos juntos, com fé, partilha e compromisso, o Reino de Deus vai acontecendo no meio de nós.