Neste sábado (30/05/2020) seria realizada a assembléia eletiva do Santuário das Comunidades, como é do conhecimento de todos.
Devido a pandemia do novo coronavírus, desde o dia 15 de março, nenhum encontro foi realizado no santuário. Por esse motivo Cida Souza (Presidenta - CEBs Garanhuns), Áurea Guerra (Vice presidenta - CEBs Caruaru), Hermínia Boudens (Tesoureira e Administradora do Santuário - CEBs Caruaru) e Nadja Macedo (Conselho fiscal - CEBs Pesqueira) se reuniram para mandar uma mensagem de esperança para todos os sócios e sócias, para todas as Comunidades Eclesiais de Base do agreste e para todas as pessoas que fazem parte dos grupos que frequentam o Santuário das Comunidades.
sábado, 30 de maio de 2020
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
23ª FESTA DA COLHEITA - CEBS GARANHUNS
Dessa data em diante, quem ainda disser que "não SOMOS nada, que não TEMOS nada para oferecer", certamente não esteve na 23ª Festa da Colheita promovida pelas CEBS da Diocese de Garanhuns, e, portanto, não viu o bosque dos jatobás (nossa catedral ecológica) formigando de irmãs e irmãos vindos de lugares próximos e também distantes, carregando nas costas os frutos de suas colheitas separados para ofertar no altar da vida.
Não presenciou as crianças espalhadas pelos terreiros da Casa de Formação Nossa Senhora de Guadalupe que com sua energia inesgotável e alegria escandalosa arrancavam sorrisos dos rostos curtidos pelo sol que se alimentavam das bençãos derramadas no decorrer da celebração presidida por Dom Paulo Jackson.
Não testemunhou a beleza da reunião das famílias debaixo das árvores, partilhando umas com as outras o alimento trazido para sustentar o corpo e aguentar a tarde de festa que se estendeu até quase o irmão sol, preguiçosamente, se esconder por trás das serras do "Gigante", banhando de dourado os rostos cansados daqueles que trabalharam arduamente antes, durante e após esse grandioso evento, por acreditarem piamente nas palavras lavradas na lápide do Irmão Juvenal: GENTE SIMPLES, FAZENDO COISAS PEQUENAS EM LUGARES POUCO IMPORTANTES, CONSEGUE MUDANÇAS EXTRAORDINÁRIAS!
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Encontro de Mulheres das CEBs (24 e 25 de maio de 2019)
POLÍTICAS PUBLICAS PARA E PELAS MULHERES
Final de maio próximo passado, 45 companheiras de várias comunidades eclesiais de base da Diocese de Garanhuns se reuniram com o intuito de discutirem Políticas Públicas para mulheres, lá no Recanto Franciscano, oficialmente conhecido como Casa de Formação Nossa Senhora de Guadalupe, localizado no Sítio Cruz – Município sede desse bispado.
O encontro promovido pela equipe diocesana de CEBS de Garanhuns, integra um conjunto de iniciativas que objetivam – através da ligação da FÉ com a VIDA, elemento identificador das atividades de toda comunidade eclesial de base –, fortalecer a discussão sobre igualdade entre homens e mulheres e encontrar meios de combate às formas de preconceito e discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente, que ainda violenta a alma feminina todos os dias, negando-lhe direitos inerentes às suas especificidades.
Inconformadas com essa prática que atravessa os séculos, nós mulheres das CEBS, durante o referido encontro, abrimos rodas de conversas a respeito de políticas públicas destinadas a responderem os problemas que, como grupo social específico, enfrentamos diariamente em nossas comunidades, cientes de que, um Brasil mais justo, igualitário e democrático, que preocupe-se com a valorização da mulher e sua inclusão no processo de desenvolvimento social, econômico, político e cultural do País, depende também do processo de tomada de consciência crítica de todas nós, as vítimas da ausência e/ou ineficiência de tais políticas.
Registro que nessa empreitada, não estávamos sós. Pensando e interagindo conosco estava a Drª Valquíria, psicóloga integrante da Secretaria da Mulher do Município de Garanhuns, que muito colaborou para entendermos a temática de “equidade de gênero” a partir de nossas próprias concepções sobre o assunto. Assim, com o olhar conscientemente voltado para nosso agir cotidiano, muitas de nós, tiveram sua visão sobre a temática ampliada e puderam perceber dentre outras coisas, que:
- Quando uma mãe educa uma menina de maneira diferente da que educaria um menino, fazendo com que a filha ache natural lavar a louça do jantar enquanto o irmão joga vídeo game na sala, está reproduzindo o modelo de educação familiar machista.
- Quando pensamos que uma mulher não tem o direito de não querer se casar e ter filhos, ou julgamos uma outra mulher pela quantidade de parceiros que teve, ou pelas roupas que veste, estamos disseminando as ideias machistas, responsáveis por atribuir rótulos desprezíveis às mulheres.
Quando uma mulher acha inaceitável que seu marido/companheiro ganhe menos do que ela, ou que pensa que homem sensível é fraco ou pouco másculo, perpetua um juízo de valor absurdamente machista, que alimenta as práticas discriminatórias que apequenam as pessoas e a si mesmo.
- Quando questionamos a nossa liberdade ou quando ignoramos os nossos anseios ou perspectivas com medo do que podem pensar de nós – como mulheres – , estamos aceitando a canga da opressão, cedendo à pressão das posturas machistas que condenamos e, contribuindo, ainda que involuntariamente, com a manutenção do mal social que tanto queremos erradicar da sociedade.
Pois bem. Como se pode ver, foi um tempo produtivo, esse que tiramos para falarmos sobre “coisas de mulherzinha”. Tão bom, que prometemos a nós mesmas, revisitar o tema outras vezes, reproduzir nossa conversa e ideias no meio social que estamos inseridas, e, ficarmos atentas para não repetirmos, irrefletidamente, costumes machistas e acabarmos por engrossar as fileiras dos que ainda não compreenderam que podemos e devemos viver em um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e essencialmente fraternos.
Por Gláucia Terra
O encontro promovido pela equipe diocesana de CEBS de Garanhuns, integra um conjunto de iniciativas que objetivam – através da ligação da FÉ com a VIDA, elemento identificador das atividades de toda comunidade eclesial de base –, fortalecer a discussão sobre igualdade entre homens e mulheres e encontrar meios de combate às formas de preconceito e discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente, que ainda violenta a alma feminina todos os dias, negando-lhe direitos inerentes às suas especificidades.
- Quando pensamos que uma mulher não tem o direito de não querer se casar e ter filhos, ou julgamos uma outra mulher pela quantidade de parceiros que teve, ou pelas roupas que veste, estamos disseminando as ideias machistas, responsáveis por atribuir rótulos desprezíveis às mulheres.
- Quando questionamos a nossa liberdade ou quando ignoramos os nossos anseios ou perspectivas com medo do que podem pensar de nós – como mulheres – , estamos aceitando a canga da opressão, cedendo à pressão das posturas machistas que condenamos e, contribuindo, ainda que involuntariamente, com a manutenção do mal social que tanto queremos erradicar da sociedade.
Pois bem. Como se pode ver, foi um tempo produtivo, esse que tiramos para falarmos sobre “coisas de mulherzinha”. Tão bom, que prometemos a nós mesmas, revisitar o tema outras vezes, reproduzir nossa conversa e ideias no meio social que estamos inseridas, e, ficarmos atentas para não repetirmos, irrefletidamente, costumes machistas e acabarmos por engrossar as fileiras dos que ainda não compreenderam que podemos e devemos viver em um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e essencialmente fraternos.
Por Gláucia Terra
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Pe. Gabriel Hofstede: Presente na Caminhada!
| Pe. Gabriel, participando do Grito dos Excluídos 2015 |
Padre
Gabriel dedicou a maior parte de sua vida ao povo brasileiro especialmente o
povo do nordeste a quem ele chamou de sua família, que, como a família
biológica e a religiosa, lhe ofereceu “... tudo que possa tornar alguém feliz
[...] este bom povo brasileiro, especialmente os nordestinos, que com seu
espírito acolhedor, me abraçaram de coração, o que faz com que hoje eu me veja
e seja como um deles” (Pe. Gabriel em seu livro “Histórias que eu conto aos
80”).
No ano de 2000 foi enviado para
Garanhuns, como pároco da paróquia do Perpétuo Socorro. Paróquia de um público
bastante diversificado, pois engloba bairros da elite local e bairros
periféricos de grande vulnerabilidade social. No coração de Padre Gabriel,
tinha lugar para todos, porém sua dedicação e preferência pelos empobrecidos
eram visíveis.
Em Garanhuns, entre outras tantas
ações sociais, lutou pelo direito à moradia de muitas famílias e, junto com sua
congregação, mantinha uma vila, a “Vila do jubileu”, que disponibilizava casas
para abrigar famílias enquanto essas lutavam pela reinserção no mundo do
trabalho. Assim, padre Gabriel,
associava os serviços de caridade ao enfrentamento das injustiças sociais.
A fim de promover a participação
dos cristãos leigos na política, impulsionou e deu condições para que se
criasse em Garanhuns uma Escola Fé e Política local. Em 2009, ajudou a cinco jovens da paróquia de
N. Sra. do Perpétuo Socorro a fazerem a Escola Fé e Política Pe. Humberto
Plummen do Regional Ne2. No ano de 2010 apenas duas dos cinco jovens decidiram
fazer a segunda etapa dessa formação: Lianna Veras e Andreza Rachel. Em 2011 a
Escola Fé e Política Regional lançou a proposta de que as dioceses assumissem a
primeira etapa da formação e a regional ficaria com a segunda etapa. Em 2012,
Pe. Gabriel vendo a participação e engajamento dessas duas jovens com o apoio
de Rubens Pita, educador atuante já na escola regional, decidiu embarcar nesse
projeto. Assim, deu-se início em agosto de 2012 a primeira turma da Escola Fé e
Política local que traz seu nome como um dos patronos: Escola Fé e Política
Irmãos Juvenal Bomfim e Gabriel Hofstede.
A presença de padre Gabriel em
nosso meio foi uma suave manifestação do Reino de Deus com todo seu poder
transformador. Na vida de padre Gabriel “A Palavra se fez carne”. Ternura de
pai/mãe, olhar acolhedor, vigor de profeta, que nunca se omitiu ou se calou em
nome de um “falso consenso”. Não tinha vergonha de manifestar suas opções
políticas também partidárias. Falava da alegria de ter visto nosso país sair do
mapa da fome e vibrava ao lembrar cada política pública conquistada nos anos
anteriores. Seus olhos brilhavam ao ver jovens da periferia e do espaço rural
nas universidades.
No último Café Político em 2018 realizado pela
escola Fé e Politica local, onde se reuniram eleitores e candidatos à
Assembleia Legislativa; Pe.Gabriel falou
algo que sempre repetia em nossos encontros: “Desde criança eu ouvia uma frase
na Holanda que o Brasil era o país de todas as possibilidades”. Disse que ao
chegar aqui constatou que isso era verdade e não se conformava com a extrema
pobreza na qual viviam vários brasileiros. Padre Gabriel tinha um sonho: que
cada brasileiro tivesse acesso a “todas as possiblidades” que esse país
oferece.
Em dia 01 de agosto de 2019, Pe. Gabriel fez sua Páscoa, cumpriu sua missão e nos deixou a certeza de que sonhos não morrem. Padre Gabriel não morre. Renasce em cada um que
luta para concretizar esse sonho. Nossa eterna gratidão a Deus por ter dado à humanidade esse grande homem.
Padre Gabriel, Presente!
Ângela Ramalho
Pela equipe de Coordenação da Escola Fé e Política Irs.Juvenal Bomfim e
Gabriel Hofstede:
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